A reunião da tarde desta terça-feira (6) realizada em caráter de urgência pelo Conselho Consultivo do São Paulo terminou como todos esperavam, com cheiro de pizza.
O grupo, que não tem o poder de decidir a saída ou não de Julio Casares, decidiu não indicar ao presidente o seu impeachment. Mesmo em meio a diversas denúncias e escândalos que envolvem o nome do mandatário, o Conselho alegou que ‘não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial’, em nota emitida à imprensa.
O Conselho Consultivo do Tricolor é composto por 12 nomes, mas três foram ausências na reunião de hoje. Estiveram presentes o próprio presidente Julio Casares, Olten Ayres, Carlos Miguel Aidar, Marcelo Pupo, Ives Gandra, Leco, José Carlos Ferreira Alves, José Eduardo Mesquita Pimenta e Paulo Amaral Vasconcelos.
Por questões de saúde, Milton José Neves e Paulo Planet não puderam comparecer, assim como Fernando Casal de Rey, que está em viagem fora do país.
A votação de valor apenas consultivo, já que o órgão não tem o poder de sacramentar a saída de Casares, apontou oito contra um pela não indicação do impeachment presidencial. Somente o opositor José Carlos Ferreira Alves votou em favor da recomendação da exclusão do dirigente do cargo no Tricolor.
Os diversos pedidos de impeachment ainda serão analisados pelo Conselho Deliberativo, em votação prevista para ocorrer em até 30 dias. Se pelo menos 171 conselheiros votarem a favor da saída de Julio Casares, aí, sim, o processo ganha seguimento no clube.
Nesta terça, a notícia de que a Polícia investiga R$ 1,5 milhão recebido por Casares e R$ 11 milhões sacados pela gestão do São Paulo aumentou ainda mais a pressão sobre o presidente. O inquérito aponta que ele consegue justificar apenas R$ 1 de cada R$ 5 recebidos em sua conta.
AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> Casares consegue justificar apenas R$ 1 de cada R$ 5 recebidos em sua conta, aponta polícia
>> São Paulo encerra período da pré-temporada em Cotia com coletivo de Crespo: veja as fotos
>> Julio Casares vê base aliada ruir, mas descarta renunciar “para não assumir a culpa”
>> Jornalista diz que São Paulo monitora ‘Marcos Antônio colombiano’ a pedido de Crespo
>> Principais torcidas organizadas exigem saída de Casares e Baby ataca: “Corrupto covarde que nos enganou”
Veja a nota oficial emitida pelo Conselho:
“O Conselho Consultivo do SPFC, após examinar o pedido de “impeachment” do Presidente do Clube encaminhado pelo Conselho Deliberativo e subscrito por 57 conselheiros e duas notícias do UOL, após a oitiva do Presidente Júlio Casares, por maioria de votos, decidiu que:
1 – As acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência.
2 – O Secretário Geral do Conselho, em seu livro “O impeachment na Constituição de 1988” – Edição Cejup – Belém do Pará – 1992¹ mostrou através do uso deste Instituto no Brasil e no exterior, que a decisão do Colegiado (parlamento), quando o utiliza, tem uma base jurídica inicial, mas sua decisão final é política, ou seja, se tem a pessoa acusada condições ou não de continuar dirigindo o País, a unidade federativa provincial ou municipal sob sua condução.
3 – Não obstante a gravidade do momento, diante da inexistência de prova material ou de comportamento que já não tenha sido, habitualmente, utilizado na direção do Clube, entende que, do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial.
José Eduardo Mesquita Pimenta
Presidente do Conselho Consultivo”.
Poucos torcedores fizeram barulho
Alguns poucos torcedores são-paulinos compareceram já no final desta tarde em frente ao prédio onde ocorria a reunião, na região central da capital, e fizeram seu protesto contra a direção do clube.
Com uma faixa estendida “GESTÃO CRIMINOSA”, os tricolores enquadraram Julio Casares na saída da reunião e bateram no carro em que estava o presidente. Confira abaixo:










