Rafinha inicia nesta terça-feira (27) um novo capítulo de sua história no São Paulo. Depois de ser o capitão das conquistas da Copa do Brasil em 2023 e Supercopa de 2024, o ex-lateral-direito aceitou o convite de Harry Massis Júnior e inaugura a sua trajetória como dirigente no clube pelo qual diz torcer.
A primeira medida do ex-camisa 13 no novo cargo é bem direta: será o fiador de Massis no plano elaborado para encerrar de vez o problema de atrasos nos pagamentos dos jogadores.
Como o mandatário mesmo assumiu no domingo (25), enquanto os salários estão em dia, o problema no Tricolor passa pelos direitos de imagem. O clube até tentou contornar a situação no início do ano passado, quando passou a pagar o direito dos atletas por meio de emissão de nota fiscal. Mas ao que parece, a gestão do antecessor Julio Casares conseguiu se enrolar ainda mais no calendário dos deveres.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, Massis assumiu encontrando descompasso nesse quesito. Alguns jogadores estão com dois meses do direito atrasado, enquanto outros estão com quatro, principalmente os estrangeiros, que não conseguem facilmente formalizar a abertura de empresa no país para conseguir um CNPJ para emissão das notas como pessoa jurídica.
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O plano do presidente são-paulino, já avaliado e aprovado por Rafinha é o de ‘ano novo, vida nova’. Ou seja, todos os atrasados referentes à antiga gestão serão parcelados e diluídos por todo o ano, sendo pagos juntamente com os salários. Isso ao passo que Massis promete os vencimentos rigorosamente em dia. Pelo menos até maio.
Rafinha sabe que terá que bancar o papel que nos seus tempos de jogador pertencia a Carlos Belmonte, diretor de futebol que saiu em outubro, recebendo palavras carinho do ex-lateral nas redes sociais.
Importante ressaltar que, apesar das justas críticas da torcida ao ex-dirigente, o elenco sempre confiou nele nas questões financeiras. Via de regra, mesmo não sendo correto, Belmonte nunca deixava passar três meses de pendências.
Rafinha, como capitão, era um dos principais interlocutores de Belmonte junto ao grupo. Sabe exatamente como era o modos operandi do agora amigo e conselheiro, com quem andou falando nos últimos dias e teve boas referências de Massis para decidir aceitar o convite.
E a nomenclatura do posto agora ocupado por Rafinha, gerente, diferente da usada por Muricy Ramalho, passa justamente pelo aumento das atribuições. O ex-técnico não podia ou não queria se envolver em questões financeiras. Algo que o ex-lateral não só vai ter que fazer, como aceitou. Vai ser o fiador de Massis. Como Belmonte foi de Casares.










