Corda aperta e São Paulo tenta milagre nas contas para não ser punido pelo fair play financeiro logo no primeiro ano

Harry Massis posa com Rafinha em sua chegada como dirigente do Tricolor, em fevereiro (Divulgação)

Apesar do resultado apresentado pelo balanço financeiro do ano passado, que registrou superávit de R$ 56 milhões com o faturamento recorde de R$ 1,085 bilhão, a realidade é um pouco assustadora para o São Paulo.

O clube do Morumbi procura por receitas de forma urgente e precisa diminuir custos para ontem, a fim de evitar uma punição da recém-criada agência que regula o Fair Play financeiro do futebol brasileiro.

Para garantir a sustentabilidade financeira, os clubes brasileiros não podem ultrapassar um déficit operacional de 2,5%. No entanto, dados apresentados em uma reunião recente com o presidente Harry Massis revelaram que o São Paulo amarga um déficit de 39% na temporada.

As informações foram publicadas inicialmente pelo portal ‘R7‘.

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Outro ponto crítico é o custo do departamento de futebol. A agência de fair play financeiro nacional estipula que os times da Série A gastem, no máximo, 70% de suas receitas com o elenco; o Tricolor, contudo, compromete 90% de sua arrecadação com jogadores e comissão técnica.

Para reverter esse cenário no segundo semestre, Massis terá duas saídas: promover um corte drástico na folha salarial ou atrair uma receita extraordinária expressiva.

A urgência é real, já que o clube enfrenta graves problemas financeiros, desembolsando R$ 125 milhões anuais apenas com juros, além de ter R$ 428 milhões em dívidas de curto prazo vencendo ainda este ano.

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