O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, protocolou nesta sexta-feira (18) a desistência formal do processo que movia na Comissão de Ética do clube contra Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo.
Segundo publicação inicial do UOL, o pedido de arquivamento, assinado por Massis, abre caminho para a extinção do processo interno que poderia resultar na cassação do mandato e expulsão de Olten do quadro associativo do Tricolor.
No documento entregue ao órgão disciplinar, o presidente do clube manifesta de forma explícita a “desistência da representação apresentada em face de Olten Ayres de Abreu Júnior” e solicita, “por consequência, o arquivamento do respectivo procedimento, sem prosseguimento”. A decisão final caberá aos membros da comissão.
A representação tomava como base o inquérito policial no qual Olten foi investigado por suposta falsidade ideológica vinculada a uma proposta de alteração do Estatuto Social são-paulino que viabilizaria a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Embora a Polícia Civil tenha indiciado o dirigente em julho, o Ministério Público determinou o arquivamento das investigações esta semana por falta de elementos conclusivos. Olten sempre negou qualquer irregularidade no processo.
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Destituição de conselheiros e crise na Comissão de Ética
Apesar do recuo da presidência da diretoria executiva, a gestão de Olten Ayres segue sob forte pressão de alas da oposição no Conselho Deliberativo. Recentemente, o dirigente assinou a destituição dos conselheiros José Edgard Galvão e Fábio Cesar de Souza Azambuja dos cargos que ocupavam na Comissão de Ética.
José Edgard atuava como relator de um procedimento contra Olten e, segundo bastidores do clube, inclinava-se a sugerir a pena máxima ao dirigente. O processo em questão apura responsabilidades no caso de uma servidora com vencimentos mensais de R$ 7 mil desligada sob suspeita de não cumprir expediente nem presencial nem remotamente — episódio conhecido internamente como o caso da “secretária fantasma”.
Em resposta às destituições, José Edgard e Fábio Azambuja protocolaram uma nova representação junto ao atual presidente da Comissão de Ética, Mário Celso da Silva Braga, solicitando o afastamento cautelar e urgente de Olten Ayres da presidência do Conselho. Em carta aberta enviada aos pares, Galvão declarou ter recebido a exoneração “com perplexidade” e classificou a medida como uma manobra contrária à lisura dos processos disciplinares.
Posição oficial do Conselho Deliberativo
Em nota oficial encaminhada à imprensa, a assessoria de Olten Ayres informou que o dirigente “não tomou conhecimento de qualquer intenção de voto de José Edgard Galvão” e garantiu que suposições dos bastidores não influenciaram suas decisões administrativas.
O comunicado ressalta que “as substituições foram realizadas no exercício regular das atribuições da Presidência do Conselho Deliberativo” e reitera que a medida visa preservar a credibilidade e a independência do órgão, garantindo o amplo direito de defesa de todos os associados em estrito cumprimento ao Estatuto Social do clube.










