Um grupo de conselheiros do São Paulo protocolou, neste sábado (25), um pedido formal de afastamento cautelar e expulsão do presidente Harry Massis.
O documento foi encaminhado ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, e ao presidente da Comissão de Ética, Mário Celso da Silva Braga, acusando o dirigente de suposta gestão temerária e danos ao patrimônio e à imagem do clube.
A representação foi assinada pelos conselheiros Carlos Sadi, Edson Lapolla, Paulo Ramos, Joandre Ferraz, Alexandre Médicis, Persio Rainho, Giacomo Albanese, Artur da Silva e Silvia Cury.
Além do trâmite interno no São Paulo, o caso já conta com uma ação em andamento no Ministério Público.
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Principais alegações e escopo do pedido
Os signatários da petição fundamentam o pedido em supostas violações ao Estatuto Social do clube, ao Regimento Interno e à legislação esportiva em vigor. Entre os principais pontos destacados estão:
Punições da FIFA e dívidas: O recente transfer ban aplicado pela entidade máxima do futebol e atrasos em compromissos financeiros do clube.
Governança: Omissões administrativas e episódios que, segundo os conselheiros, comprometem a estabilidade institucional e o patrimônio são-paulino.
Caso Ticketmaster: O documento protocolado não engloba o recém-anunciado acordo de R$ 250 milhões com a Ticketmaster, uma vez que o contrato formal ainda não foi assinado. No entanto, os conselheiros pretendem abrir um novo pedido assim que a assinatura do vínculo for oficializada.
A representação requer o afastamento liminar de Harry Massis enquanto durar a apuração pela Comissão de Ética e, em caso de confirmação das irregularidades, a aplicação da penalidade máxima de expulsão.
Até o momento, nem o presidente Harry Massis nem o São Paulo se manifestaram publicamente sobre o protocolo da denúncia.










