Calote no Novorizontino por joia de Cotia pode render transfer ban inédito da CBF ao São Paulo

Djhordney durante partida pela Sul-Americana deste ano (Rubens Chiri/SPFC)

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, órgão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) responsável pela fiscalização do Fair Play Financeiro, determinou que o São Paulo terá 45 dias para quitar integralmente uma dívida referente à contratação do volante Djhordney, acertada junto ao Grêmio Novorizontino nesta temporada.

Trata-se da primeira punição severa aplicada a um clube da Série A no âmbito das novas diretrizes de responsabilidade financeira da entidade.

Caso a pendência financeira não seja solucionada ou acordada dentro do prazo fixado, o Tricolor sofrerá um transfer ban. A sanção impedirá o clube de registrar novos contratos profissionais, atletas para as divisões de base e participações nas janelas de transferências subsequentes.

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Origem da Denúncia e Tramitação na CBF

O imbróglio teve início no começo de julho, após o Grêmio Novorizontino formalizar uma denúncia perante a CBF devido ao inadimplemento do contrato:

Detalhes da transação: A operação de compra do atleta somou R$ 1 milhão. No momento em que o clube do interior acionou a entidade reguladora, havia um saldo em aberto de R$ 600 mil.

Notificações prévias: Antes de levar o caso à CBF, o Novorizontino já havia expedido três notificações judiciais ao clube do Morumbi.

Justificativa rejeitada: Questionado pela agência reguladora, o São Paulo reconheceu o débito, mas alegou dificuldades financeiras momentâneas. O argumento foi rejeitado por não se enquadrar nas exceções previstas no regulamento do Fair Play.

Após o parecer técnico, a turma julgadora estabeleceu o pagamento da dívida integral corrigida para R$ 1 milhão, acrescida de R$ 100 mil em multa e juros de mora de 1% ao mês referentes às parcelas em atraso.

Posicionamento Oficial do São Paulo

Em nota oficial encaminhada à imprensa, a diretoria são-paulina informou que o presidente Harry Massis já alinhou os termos de um acordo de parcelamento diretamente com a presidência do Novorizontino antes do julgamento do órgão:

“Antes da publicação da decisão pela agência, o São Paulo Futebol Clube, através do presidente Harry Massis, entrou em contato com Genilson Rocha, presidente do Grêmio Novorizontino, e ajustou um acordo de pagamento. As partes aguardam o alinhamento entre os departamentos jurídicos dos clubes para a formalização do compromisso”, destacou a nota oficial do clube.

Caso a formalização do compromisso seja chancelada pelos departamentos jurídicos e homologada pela agência dentro do prazo estipulado, a aplicação do transfer ban será automaticamente anulada.

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