A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) instaurou um processo disciplinar contra o São Paulo devido às ocorrências registradas no empate por 1 a 1 diante do Boca Juniors, disputado na última terça-feira (15), no Morumbi. O relatório da partida cita insultos proferidos pelo diretor executivo de futebol, Rafinha, à equipe de arbitragem liderada pelo uruguaio Gustavo Tejera, além de infrações operacionais e atitudes da torcida. A diretoria tricolor projeta que o somatório das penalidades financeiras possa ultrapassar a marca de R$ 1 milhão.
De acordo com o documento oficial, Rafinha dirigiu palavras ostensivas ao árbitro principal na área dos vestiários, em português e espanhol, enquadrando-se nos artigos 11.2 (letras “c” e “d”) do Código Disciplinar, que tratam de insultos e violação de conduta aceitável.
Atraso no intervalo e risco de reincidência
O São Paulo também foi denunciado por um atraso de cinco minutos para retornar ao gramado após o intervalo. O regulamento das quartas de final estabelece multa de 20 mil dólares (R$ 100 mil) por minuto de atraso para o clube e 15 mil dólares (R$ 77 mil) por minuto para o treinador Dorival Júnior.
Caso a Unidade Disciplinar confirme a reincidência de Dorival em relação à conduta da comissão técnica (enquadrada no artigo 27), a penalidade individual do treinador pode subir para 20 mil dólares por minuto, elevando o custo total do atraso do reinício de jogo para 200 mil dólares (cerca de R$ 1 milhão). O montante das sanções é descontado diretamente da cota de premiação paga pela entidade ao clube.
Reincidência em pirotecnia e problemas na infraestrutura
Outro ponto crítico da denúncia versa sobre o uso de sinalizadores e artefatos pirotécnicos por parte dos torcedores nas arquibancadas e nos arredores do Morumbis. Por ser reincidente nos artigos 12.2 do Código Disciplinar e 23 do Regulamento de Segurança — após ter sido multado em 11 mil dólares na fase anterior contra o Bolívar —, o Tricolor passará por julgamento sem valor fixo pré-determinado, podendo sofrer um agravamento na sanção.
O relatório citou ainda falhas na conexão de internet fornecida na área destinada à imprensa, ocorrência que deve gerar advertência formal.
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Resumo das denúncias formalizadas pela Conmebol
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Contra o São Paulo:
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Uso de sinalizadores e fumaça colorida por torcedores no entorno e nas arquibancadas do estádio;
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Instabilidade na rede de internet na área de imprensa.
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Contra o técnico Dorival Júnior:
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Atraso de cinco minutos na reapresentação da equipe para a etapa final (sujeito à regra de reincidência).
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Contra o diretor executivo Rafinha:
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Ofensas verbais e desacato direcionados ao árbitro Gustavo Tejera no acesso ao vestiário.
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O São Paulo tem prazo limite até a próxima quarta-feira (23) para apresentar sua defesa formal junto à Unidade Disciplinar da Conmebol. O edital com o veredito e os valores oficiais das punições será publicado pela entidade sul-americana na semana seguinte.










