Diretoria vai pechinchar salário e propor acordo por atrasados para ter a volta de Dorival ao São Paulo

Dorival em sua última passagem pelo Tricolor, em 2023 (Alexandre Schneider/Getty Images)

Após a saída de Roger Machado, a diretoria do São Paulo foca em um único alvo: Dorival Júnior.

O treinador, demitido do Corinthians recentemente, é o favorito absoluto da cúpula tricolor, que se reúne na manhã desta quinta-feira (14) para decidir um nome. A tendência é que se oficialize uma proposta.

O maior obstáculo é o alto salário do técnico, que recebia junto de sua comissão técnica cerca de R$ 3 milhões mensais no rival — o valor chegou a ser citado pelo presidente Harry Massis em áudio vazado recentemente.

Segundo apurado pelo AVANTE MEU TRICOLOR, o São Paulo planeja pechinchar o valor, confiando na boa relação com o filho do treinador e seu auxiliar, Lucas Silvestre, e a óbvia idolatria que a torcida possui por ele pelo título da Copa do Brasil de 2023.

A ideia do clube não é pagar menos que os R$ 3 milhões mensais a Dorival, mas sim atingir o montando quitando junto os cerca de R$ 3,2 milhões referentes à sua última passagem, divididos entre sua pessoa física e empresa. Diferente do que sugerem áudios recentes, o montante não é uma multa, mas valores atrasados, dos quais R$ 1,45 milhão já foram amortizados.

Conforme o AMT revelou em abril, uma comitiva formada por aliados de Harry Massis se reuniu com o ex-técnico. O objetivo era saber se ele teria interesse em assumir o comando do São Paulo em uma eventual demissão de Roger.

AMT revelou que os contatos iniciais aconteceram sem a anuência de Massis, que aprovou a ideia de ter um técnico engatilhado caso Roger saia e deu o aval para algo mais, digamos, oficial.

Sabe-se, agora, que esses encontros de fato aconteceram. Mas não por vontade de Dorival. Com ótima relação com conselheiros e sócios influentes do Tricolor o treinador admitiu que os recebeu “por educação” e avisou “que só aceita conversar qualquer coisa que seja quando Roger sair”, ouvimos de fontes.

“Tudo o que a gente não precisa neste momento é ser um combustível a mais para a torcida continuar a pressão. Todos nós consideramos muito errado o que está acontecendo com o Roger. E pelo respeito enorme que o Dorival tem por ele, além de considerá-lo um dos melhores do pais, não existe a menor possibilidade sequer de nos colocarmos à disposição como substitutos de algo que não tem nem data certa para acontecer”, disse um integrante da comissão técnica de Dorival.

É o segundo não, podemos dizer, que Dorival dá ao São Paulo nos últimos dias. Quer dizer, isso a gente forçando a barra. Conforme o AMT revelou, o filho do treinador, o auxiliar Lucas Silvestre, foi convidado a ocupar um cargo de integrante fixo na comissão técnica tricolor, algo hoje feito por Milton Cruz.

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