Dória chega sem medo de crise no São Paulo, não se diz novo líder e admite: “Sensação que não sabia que eu precisava até sentir”

Zagueiro Dória retorna ao São Paulo e é apresentado (Foto: Reprodução)

O zagueiro Dória foi apresentado nesta terça-feira (13) no CT da Barra Funda como novo reforço do São Paulo para a temporada 2026. O jogador de 31 anos volta ao clube vindo do Atlas, do México, e chega com contrato válido até 31 de dezembro de 2027 – com possibilidade de renovação por mais uma temporada.

Em sua primeira entrevista coletiva, claro, foi muito perguntado sobre a crise política e interna que vive o Tricolor neste início de ano, mas preferiu afastar as polêmicas, garantindo que tudo pode ser mudado dentro de campo pelos jogadores.

“São coisas que acontecem e são normais no mundo do futebol. Aconteceu comigo quando eu estava no Botafogo no último ano, ano de eleição. Eu acho que quem pode resolver isso são os jogadores, é estar com a cabeça boa para trabalhar, se dedicar durante o dia de treinamento, dar resultado positivo, não usar isso como uma desculpa”, falou o defensor, que seguiu.

Um resultado negativo, é porque tem alguma coisa acontecendo errado no clube. Eu acho que não é por aí. Quem entra no campo e quem faz as ações, quem erra e quem acerta, no final das contas somos nós, temos que estar concentrados no nosso trabalho. E vivi também isso lá no México. Mas as coisas se resolveram, o time continuou trabalhando, continuou focado. Vinha pessoas que falavam com a gente, igual fizeram aqui já no São Paulo. ‘Gente, continuou trabalhando. A questão política não corresponde a vocês. Vocês têm que trabalhar’”.

“Para mim, desde o dia que cheguei aqui, vi que não faltou nada. A estrutura que tem o São Paulo é covardia. Até comparando com o 2015 que estive aqui, a melhora que fizeram dentro do clube, o vestiário, as instalações aqui, é igual para qualquer time da Europa. Então, é só se concentrar e jogar futebol, na verdade. Eu acho que a minha resposta para tudo isso é nós, jogadores, que a gente tem concentrado em jogar futebol”, disse Dória.

NOVO LÍDER NO ELENCO?

Já bem mais experiente do que em sua primeira passagem pelo Tricolor, quando tinha apenas 20 anos, Dória refutou que chega para ser um dos líderes do grupo e ressaltou que vem para ajudar com seu trabalho em campo.

“Eu acho que isso é uma coisa natural, não tem que ser nada forçado. Não venho com essa missão, ‘vou ser o líder e vou ser o salvador da pátria, tudo vai mudar’. Não é assim. O que eu puder ajudar meus companheiros eu vou fazer. Eu gosto muito de mostrar o exemplo, sou um cara que chega cedo”.

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E sinto que eu posso pegar uns cinco, seis caras que vão estar olhando esse exemplo e vão querer fazer igual. E muitas das coisas, muitos exemplos que você faz e vê o resultado dentro do campo, você vai arrastando companheiros que querem fazer as coisas corretas. Descansar, dormir cedo, comer bem, chegar cedo no clube, fazer trabalho preventivo”.

“Parece clichê, mas no futebol tudo se resolve trabalhando. Às vezes você está num mau momento, perde muitos jogos, todo mundo vai fazer reunião, olha um para cara do outro e a gente se pergunta: como é que a gente vai sair dessa situação? Trabalhando. E é isso, dessa maneira que eu acho que eu posso ajudar meus companheiros também”, respondeu.

SENSAÇÃO INEXPLICÁVEL

Dória declarou ainda que, apesar de breve, sua primeira passagem no São Paulo foi muito marcante, e ele gostaria de continuar a história no clube. E o xerifão abriu o coração para falar como foi sua recepção de volta ao Tricolor.

“Foi muito legal. Foi uma sensação que eu não sabia que eu precisava até sentir, até chegar aqui. Sou muito feliz de chegar no restaurante e ver os cozinheiros, o chefe, pessoal da segurança, o meu fotógrafo que está ali atrás e poder abraçar eles. É uma felicidade tremenda. Eu não sabia que eu precisava sentir isso até chegar aqui no São Paulo”.

“E estou muito feliz, estou orgulhoso da rapaziada, do trabalho que eles fizeram todo esse tempo, da melhoria que o clube recebeu aqui dentro. Eu só quero treinar, fico até assim já com vontade. Já treinei duas, três vezes. Eu quero treinar, entrar no campo, sentir aquela emoção do Morumbi e vamos embora. Estou feliz demais”.

“Foi uma escolha muito acertada do pessoal do meu staff e do Rui (Costa) que me buscou, uma coisa que eu também até conversei com ele. Durante a minha carreira eu joguei em vários times e nunca tive essa sensação, essa proximidade com o diretor de um time que possa te fazer uma videochamada, conversar com você cara a cara, explicar como está a situação”.

“São coisas que bate no coração e você não tem como falar não, pensar duas vezes, eu quero já estar dentro do campo, ajudar meus companheiros e sentir essa emoção de vestir essa camisa que é a melhor coisa que um atleta pode ter”, finalizou o novo reforço do time.

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