E o São Paulo enfrenta agora um processo judicial decorrente da breve passagem da comissão técnica liderada por Roger Machado. O ex-auxiliar técnico Adailton Martins ingressou com uma ação contra o clube cobrando R$ 302 mil referentes à rescisão antecipada de seu contrato de trabalho.
Contratado em março de 2026 para integrar a equipe de Roger, Adailton tinha vínculo firmado com o Tricolor até o término da temporada. Contudo, o trabalho da comissão técnica foi interrompido em 14 de maio — pouco mais de dois meses após a chegada —, em virtude de resultados abaixo das expectativas e da crescente pressão da torcida.
No processo, o profissional alega que a multa contratual pelo desligamento prematuro não foi quitada e aponta a ausência de uma discriminação detalhada sobre os valores das verbas rescisórias.
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O assunto segue agora para análise do Poder Judiciário, que julgará o mérito dos pedidos com base nos termos contratuais e nos comprovantes financeiros apresentados.
Contexto e aproveitamento em campo
A contratação de Roger Machado ocorreu em um momento conturbado do clube, logo após a repercutida saída do técnico argentino Hernán Crespo, que deixou o comando da equipe quando esta ocupava posição de destaque no Campeonato Brasileiro.
Durante o período em que esteve no cargo, Roger Machado acumulou um aproveitamento de 49% dos pontos disputados, desempenho que acelerou a decisão da diretoria pela reformulação do departamento de futebol.
Após a demissão de Roger e de seus auxiliares, o São Paulo anunciou a contratação de Dorival Júnior para o comando técnico. Atualmente, tanto Roger Machado quanto Adailton Martins permanecem sem clube, enquanto a disputa judicial adiciona mais um desdobramento financeiro à rápida passagem da comissão técnica pelo Estádio do Morumbi.










