O atacante Jonathan Calleri estaria disposto a reduzir os seus salários para ajudar o São Paulo a melhorar suas finanças, desde que “sinta confiança no projeto apresentado pela próxima diretoria”, que assumirá o clube em 2027 após as eleições programadas para acontecer na primeira quinzena de dezembro.
A informação foi divulgada pelo jornalista Alexsander Vieira. Fontes do estafe do argentino consultadas pelo AVANTE MEU TRICOLOR não confirmaram as informações. Na verdade, a notícia causou até certo estranhamento, visto que o camisa 9 são-paulino teve oficializada em agosto a renovação do contrato, que ia até o final deste ano, até dezembro de 2029, caso alcance metas esportivas.
De acordo com o jornalista, caso a próxima gestão do São Paulo pretenda reduzir os vencimentos do jogador, isso seria aceito por ele, “desde que haja um projeto sério e transparência”.
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“Se a próxima gestão chamar o Calleri para reduzir os vencimentos dele, só que desde que ele sinta a verdade, ele veja que algo diferente vai ser feito, mesmo que seja uma redução de investimento, mas se ele vê que tem um projeto sério para o ano que vem, ele vai pegar esse contrato e vai rever, não vai ter nenhum problema. Porque o Calleri, ele quer ficar no São Paulo, ele quer participar de uma reconstrução”, disse Vieira.
Por enquanto, somente a oposição tem candidato definido: será Marcelinho Portugal Gouvêa, que defende austeridade financeira e um maior uso dos jogadores da base. Sem Harry Massis, que não concorrerá à reeleição, a situação ainda não definiu quem será o seu postulante.
Cláusulas e metas de produtividade
Campeão da Copa do Brasil de 2023 e da Supercopa do Brasil de 2024, Calleri construiu uma trajetória marcada por gols e inúmeras demonstrações de amor ao São Paulo em suas duas passagens. Soma 270 jogos pelo Tricolor, com 95 gols e 30 assistências. É o maior artilheiro do time na atual temporada, com 16 tentos.
O novo contrato entre as partes ainda tem cláusula estabelecida de renovação automática até o fim de 2029, vinculada ao desempenho do atleta. Para que a extensão ocorra, Calleri precisará atuar por no mínimo 45 minutos em ao menos 60% dos jogos disputados pelo São Paulo ao longo da temporada de 2028.
Como já havia adiantado o AMT, o desfecho positivo das conversas ocorreu após o próprio atacante reduzir suas pretensões salariais. Anteriormente, as negociações haviam travado: o centroavante recusou uma oferta inicial apresentada durante a gestão de Rui Costa e considerou insuficiente a segunda proposta, estabelecida posteriormente pela diretoria interina.
Apesar de ter duas propostas de pré-contrato de clubes do exterior, Calleri priorizou a permanência no Tricolor e bateu o pé com seus empresários até chegar a um consenso com a cúpula tricolor.
Liderança e histórico no Tricolor
Aos 32 anos, Calleri é avaliado internamente como uma das principais lideranças do elenco e possui forte identificação com a torcida. Contudo, o fator idade levou a diretoria a adotar uma postura de cautela orçamentária nas tratativas por um vínculo de longo prazo.
Em sua segunda passagem pelo Morumbi — a primeira ocorreu em 2016 —, o centroavante cumpre sua sexta temporada consecutiva no clube, com as conquistas da Copa do Brasil de 2023 e da Supercopa Rei de 2024.
Após uma curta passagem em 2016, quando foi semifinalista e artilheiro da Copa Libertadores com nove gols, o centroavante voltou em agosto de 2021 para confirmar a conexão com a torcida são-paulina.










