Líder de organizada pede apoio a Roger, mas pondera: “Não está nem nos 20 primeiros da minha lista”

Roger Machado nos tempos em que foi técnico do Fluminense (Antonio Lacerda/Getty Images)

A primeira grande voz de apoio a Roger Machado, contratado como novo técnico do São Paulo, veio de André Azevedo, presidente dos Dragões da Real.

Em postagem nas suas redes sociais, ele fez questão de pedir apoio ao novo treinador tricolor. Mas enfatizou que também foi contra a contratação. E fez questão de deixar claro o que pensa.

“Roger, sinceramente, não estaria nem entre as minhas vinte primeiras opções. Talvez até Givanildo Oliveira estivesse na frente (com todo respeito, mas fica o sarcasmo)”, escreveu.

“Ainda assim, foi a escolha de quem comanda. É ele quem estará no campo defendendo as nossas cores. Entendo a revolta de muitos, mas não existe torcer contra ou abandonar o apoio à nossa camisa”, completou.

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Azevedo pediu para a torcida dar uma trégua nas críticas pesadas feitas a Roger, nome que desagradou a maioria absoluta do são-paulinos, gerando imenso ‘hate’ nas redes sociais.

“Podemos e devemos ser mais críticos. Mas o que nos cabe é continuar juntos, sempre ao lado da camisa tricolor. E torcer para que todo torcedor são-paulino esteja errado nessa análise. Nesse caso, ninguém quer terminar tendo razão. Quem sabe, em um futuro próximo, não tenhamos de volta o meme: “Já pediu desculpas ao Roger Machado hoje?” É isso que esperamos, mesmo com a chegada dele sendo contra a vontade de muitos”, apontou.

Apesar do apoio inicial a Roger, o líder dos Dragões reiterou que assim como a grande maioria ficou atônito com a informação de Crespo ter sido demitido.

“Assim como todos, recebemos a notícia da demissão de Crespo achando, a princípio, que era fake news. Até porque parecia uma decisão que surgiu do nada, ainda mais em um momento em que estamos bem no Campeonato Brasileiro”, escreveu.

“Nunca fui a favor de trocar treinador no meio de uma competição. O ideal é manter o trabalho e fazer a avaliação em dezembro, quando tudo termina. Muitas vezes acharam que eu estava defendendo o treinador A ou B, mas, na verdade, sempre foi apenas uma forma de refletir sobre o impacto que uma mudança no meio do caminho pode causar”, completou.

“Crespo era o melhor? Nunca foi — inclusive, defendemos recentemente a permanência dele, mesmo com discursos derrotistas que não combinam com a nossa camisa e com escolhas questionáveis em alguns jogos. Mas a decisão cabe a quem decide, não a nós — tanto na demissão quanto na contratação”, concluiu.

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