Grafite ficou eternizado na história do São Paulo por ter feito os dois gols de uma vitória sobre o Juventus que evitou o rebaixamento do Corinthians no Campeonato Paulista de 2004.
22 anos depois, um novo nome deve ser alçado a esse posto: Luciano.
Conhecido por ser um dos atletas tricolores mais odiados pelos torcedores do time da zona leste, o camisa 10 foi protagonista. Não pelo lado positivo. Mas por ter perdido gols quase feitos e desperdiçado boas chances de ataque, praticamente definindo o empate sem gols com os corintianos na noite desta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.
Frustrante, o resultado praticamente enterra as chances do São Paulo em conquistar uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores.
Mas não sejamos hipócritas. Todos nós queríamos uma vitória pelo simples fato de complicar a vida deles, desesperados na luta para escapar do rebaixamento.
Em um jogo que ganhou caráter de pelada graças ao medíocre gramado do estádio santista, prejudicado pela tempestade que caiu quase que todo o primeiro tempo, onde o rival foi melhor e teve excelentes chances.
Mas falamos do que importa, o Tricolor. E da falta de produtividade de Luciano em campo. Em um esquema inicial de Dorival Júnior onde ele apareceu como o homem de referência do setor ofensivo, com Lucas e Artur no apoio, pouco produziu. Na etapa inicial, preferiu mais cair na área do que dar continuidade as jogadas. No segundo tempo, perdeu um gol feito onde ficou com o gol vazio. E em pelo menos outras três chances optou por tentar gols difíceis (de Trivela, batendo cruzado sem ângulo) do que servir companheiros melhores colocados.
Mas justiça seja feita, não foi o único. Ainda no segundo tempo, com um São Paulo dominante, mas pouco efetivo, Pedro Lima também protagonizou lance inacreditável ao bater fraco após driblar o goleiro deles e ver a zaga tirar a bola praticamente em cima da linha.
E olha que os caras ainda tiveram Yuri Alberto expulso, após entrada violenta sem noção sobre Ferreirinha. Mesmo assim, a noite parecia pouco disposta ao ataque.
O gosto amargo de um empate que soou como derrota pouco afeta a classificação: segue em décimo colocado, com 44 pontos. O time de Dorival desperdiça a última grande oportunidade de dar um pouco de alegria ao seu sofrido torcedor. E o ano praticamente acaba de forma melancólica.
O apático São Paulo volta a campo só no dia 19 (quinta-feira), às 21h30 (de Brasília), contra o Fluminense, no Morumbi.










