O São Paulo já tem confirmada mais uma baixa para o clássico contra o Santos, no próximo dia 2 de outubro (sexta-feira), às 20h (de Brasília), no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante Calleri recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória sobre o Internacional no sábado (19) e cumprirá suspensão automática.
Esta é a segunda vez em apenas três partidas que o camisa 9 fica fora por sanção disciplinar, visto que esteve suspenso no duelo contra o Boca Juniors pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, durante a semana, pelo mesmo motivo.
O cartão reforça a preocupação com o retrospecto disciplinar do argentino, que chegou a 11 advertências amarelas na temporada e assumiu a liderança do quesito no elenco, ultrapassando Enzo Díaz, que soma dez.
AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR
>>> SÃO PAULO 1 x 0 INTER | ANÁLISE E COMENTÁRIOS | VOCÊ DECIDE: DESEMPENHO OU RESULTADO?
>>> Torcida xingou jogadores do São Paulo mesmo após a vitória sobre o Inter no Morumbi
>>> Após protesto de torcedores, Dorival se desculpa por declaração: “A responsabilidade é minha”
>>> Melhores momentos de São Paulo x Internacional: protesto da torcida e gol isolado em vitória sem graça
>>> Rafael valoriza vitória de ‘mais de 3 pontos’ e fala sobre protesto ‘mudo’ da torcida: “Sorte de ter eles”
>>> DORIVAL ADMITE QUE EQUIPE AINDA SENTIU ELIMINAÇÃO E FREIA OTIMISMO POR LUTA PELA LIBERTADORES
Questionado sobre a situação, o técnico Dorival Júnior expressou surpresa com o dado estatístico e cobrou cautela do atacante:
“É um número que eu desconhecia (o total de cartões de Calleri). Sou muito sincero: eu desconhecia esse número. Um jogador da importância dele tem que ter consciência do que representa para nós, e eu tenho certeza de que ele sabe disso”, disse.
“Hoje (sábado), em especial, não sei se havia sido um lance para esse tipo de cartão. Pelo menos de onde eu estava, não foi uma jogada em que houve talvez esse movimento de… ele acabou sofrendo a punição, vai ter que cumpri-la, e nós temos que encontrar um caminho, novamente, sem a presença dele”, completou o treinador.
Apesar de ter voltado a dividir com Luciano a artilharia do São Paulo na temporada com o gol marcado ante o Internacional (o primeiro no Brasileirão desde o final de julho), Calleri vive um momento de marcas estatísticas expressivas, porém distantes de saltos imediatos nos rankings históricos do clube.
O tento marcado de pênalti — em cobrança rasteira no canto direito após o goleiro Anthoni optar por permanecer no centro da baliza — colocou o camisa 9 com 93 gols na carreira pelo Tricolor. A marca o mantém na vice-liderança dos maiores artilheiros estrangeiros da história são-paulina, a 26 gols do uruguaio Pedro Rocha, líder da lista com 119 bolas na rede.
O atacante também igualou Maurinho na 15ª posição do ranking de atletas que mais vezes abriram o placar pelo São Paulo, com 37 gols cada. Para ingressar no top 10 dessa categoria, o argentino necessita de mais seis gols inaugurais para alcançar Luizinho (43). Considerando apenas o século XXI, faltam sete gols “quebrando o gelo” para empatar na terceira posição com o ex-goleiro Rogério Ceni, que soma 44.
A eficiência na marca da cal também registrou novos números. Com o tento recente, Calleri converteu cinco de suas seis cobranças em 2026, isolando-se como o sétimo jogador que mais executou penalidades pelo clube na história: 25 cobranças no total, com 18 acertos e um aproveitamento de 72%. O índice coloca o camisa 9 em oitavo lugar na eficiência entre os dez maiores batedores do São Paulo, à frente de Luciano (67% de aproveitamento em 24 chutes) e Luís Fabiano (65% em 37 cobranças). A sétima posição no volume de cobranças pertence a França, com 35 penalidades executadas.
Diante do cenário de cobrança da torcida após a eliminação na Copa Sul-Americana e da instabilidade no Campeonato Brasileiro, Calleri ressaltou a relevância de largar em vantagem no Morumbi e comentou o momento da equipe.
“É muito importante sair na frente aqui no Morumbi, com esta torcida. Nós queríamos ser campeões, como os torcedores, mas não conseguimos. Estamos tristes, assim como eles, que estão em seu direito de protestar”, disse.
O argentino também projetou as metas da equipe na reta final do campeonato, mirando a busca por uma vaga na Copa Libertadores do próximo ano.
“Nós damos a vida por este clube. No Brasileirão, o nosso objetivo é garantir a vaga na primeira divisão e jogar a Libertadores de novo. Esse é o objetivo principal. Vamos pouco a pouco. Nós fizemos um bom primeiro tempo, mas, todos juntos, vamos conseguir coisas importantes”, completou.










