Tinha tudo para ser uma noite (mais uma) de redenção de Roger Machado no comando do São Paulo. Mas ao invés disso, deve ser motivos para as críticas contra o treinador serem retomadas com força. Mais uma vez o clube do Morumbi decepcionou jogando fora de casa no Campeonato Brasileiro.
Na noite deste sábado (18), o Tricolor abriu o placar em uma das primeiras jogadas, mas ao invés de uma postura mais incisiva se valendo das deficiências do adversário, decidiu-se por continuar se valendo de uma postura reativa. Melhor para o Vasco, que empurrado pela torcida em São Januário, melhorou de produção no segundo tempo e buscou a virada.
Dolorosa derrota por 2 a 1, que representou muito o que foi o jogo: um time buscando o ataque mesmo em desvantagem tática e no placar diante de um adversário covarde e retrancado, apático e sem alternativas quando foi encurralado.
Como vem se tornando rotina, os são-paulinos mais uma vez comemoraram logo cedo no jogo. Aos 9, Rafael ligou a bola rápida em contra-ataque, Cuiabano desviou mal e ela caiu no pé de Calleri que limpou lindamente a marcação de Robert Renan para finalizar. Léo Jardim espalmou e o rebote caiu livre, leve e solto nos pés de Luciano, que só teve o trabalho de empurrar à meta vazia.
O tento acabou ditando o que foi a tônica do primeiro tempo, onde um São Paulo bem postado defensivamente atraía o Vasco para a intermediária de sua área e conseguia fazer contra-ataques perigosos na retomada de posse, explorando os lados do campo com os laterais e pontas.
Apesar do encaixe tático, contudo, o Tricolor perdeu boas chances de ser mais letal, de administrar mais as ações, permitindo uma ou outra aparição perigosa dos mandante. Aos 27, na maior delas, Andrés Gómez acertou a trave em um chute após receber passe venenoso dentro da área.
Na volta do intervalo, o plano de Roger seguiu o mesmo, com uma equipe bem postada defensivamente e que explorava as zonas ofensivas apenas por meio do contra-ataque.
Antes um Vasco pressionado e empurrado pela torcida, quase deu certo em chances isoladas. Na maior delas, aos 10, Lucca invadiu a área pelo lado esquerdo, passou como quis pela marcação e cruzou rasteiro para o miolo. Calleri, sozinho na pequena área, perdeu chance incrível, após duas finalizações, com Cuiabano salvando em cima da linha e a defesa espirrando uma derradeira tentativa no rebote, quando o camisa 9 buscou finalizar de calcanhar.
O controle que o São Paulo parecia ter no primeiro tempo, com a defesa vencendo os duelos, foi se perdendo no decorrer do tempo e os mandantes cresceram com as alterações, passando a penetrar no último terço do campo com mais afinco e se valendo do desgaste físico tricolor.
Ou seja, o panorama, antes de certa dominância paulista, virou. E o gol carioca parecia ser questão de tempo. Veio aos 23. Após escanteio, Puma desvia e a bola sobrou para Spinelli, na pequena área, chutar e exigir boa defesa de Rafael. Salvo? Não. O VAR chamou e pegou um toque de mão de Calleri na jogada. Pênalti marcado e cobrado por Puma Rodríguez para empatar o jogo.
O que já era ruim piorou aos 42. Como se os sinais já não estavam claros o suficiente, veio a virada vascaína. Após uma sequências de finalizações bloqueadas pela defesa, o rebote cai limpo nos pés de Andrés Gómez para encher o chute e ter a bola ainda desviando em Sabino para tirar completamente Rafael do lance.
O resultado mantém o São Paulo estacionado nos 20 pontos. Ocupa temporariamente a quarta colocação, mas pode terminar a rodada na sexta posição, saindo pela primeira vez da zona de classificação à Copa Libertadores.
O clube o Morumbi agora buscará a reabilitação voltando a jogar diante de sua torcida, no próximo sábado (25), contra o Mirassol, em Campinas (SP) (o Morumbi estará cedido para show). Antes, estreia na Copa do Brasil contra o Juventude, às 19h15 (de Brasília) de terça-feira (21), no Morumbi, provavelmente com Roger sendo ainda mais pressionado pelas arquibancadas.










