Opinião do colaborador Jefferson Nogueira*
Em meio à pressão e às vaias, é preciso olhar para algo que o futebol muitas vezes ignora: o lado humano.
O técnico Roger Machado vive um momento delicado no São Paulo. E sim, há críticas justas: o time ainda não tem um padrão claro, oscila e, em alguns momentos, os resultados ficaram abaixo do esperado.
Mas também não é um trabalho sem respostas. Houve vitórias, reação em alguns jogos e time venceu na Copa do Brasil após bater o Juventude por 1 a 0, perdendo uma enxurrada de gols.
Agora, uma coisa precisa ser dita: vaiar antes da bola rolar é contraproducente. Isso não atinge só o técnico — atrapalha o time inteiro, aumenta a ansiedade e dificulta qualquer reação.
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Mesmo assim, Roger não se esconde. Reconhece erros, respeita o torcedor tricolor e deixou claro após as vaias: não vai desistir.
E há outro ponto importante: a troca que trouxe Roger, com a saída de Crespo, passa por decisões da diretoria, especialmente de Rui Costa. Roger não tem culpa desse cenário. Ele assumiu o problema.
No fim, ele segue pressionado — com motivos —, mas também firme, tentando responder dentro de campo.
* Jefferson Nogueira é jornalista e atua desde 2005 no Esporte Por Esporte, tradicional programa da Baixada Santista. Criador do canal “Futebol é bom e eu gosto” no YouTube. Você encontra ele no Instagram, TikTok (@jeffnogueira84) e X (@jeff_nogueira84).










