A diretoria do São Paulo encontrou uma maneira até meio recorrente de motivar o elenco para o clássico contra o Corinthians, às 20h30 (de Brasília) desta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Uma vitória tricolor pode complicar muito as coisas para o rival da zona leste em sua luta para escapar do rebaixamento à Série B em 2027.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, reuniões ocorridas no CT da Barra Funda desde o final de semana renderam a promessa aos jogadores de que haverá pagamento de pelo menos dois meses de atraso dos direitos de imagem e do salário em carteira (CLT) durante a manhã desta quarta.
Não é só. A gestão Harry Massis recolheu entre sócios influentes e conselheiros apoiadores uma quantia que será paga em dinheiro no vestiário como bicho pela vitória no Majestoso. A quantia é mantida em sigilo.
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Grande parte do montante a ser destinado ao elenco veio da primeira das duas parcelas dos R$ 110 milhões adiantados da Ticketmaster do contrato firmado para que a empresa passe a operar o programa de Sócio-Torcedor e a comercialização de ingressos a partir do ano que vem.
A quantia deverá ser devolvida pelo clube ao longo de um período de cinco anos, sob a incidência de correção financeira pautada pela taxa CDI somada a 1,99% ao ano.
A tática de pagar bicho em dinheiro por vitórias, que se tornou folclórica na gestão de Juvenal Juvêncio, mitológico ex-dirigente são-paulino, se tornou recorrente nos últimos jogos do clube como mandante. A última vez foi na vitória sobre o Vasco, no Morumbi. Fontes consultadas pela reportagem apontam que a prática se tornou um ‘combustível’ para se livrar de vez do risco de rebaixamento (o clube ainda não está matematicamente seguro) em meio aos atrasos de salários na temporada.
Já sobre atrasos de direito de imagem, a última vez que o clube usou a tática de pagar atrasados em dia de clássico não deu nada certo. Foi na véspera do duelo com o Santos, no Morumbi, quando foram usados os R$ 8 milhões de um montante de R$ 30 milhões pagos pela Ticketmaster pelo aluguel de um camarote no estádio são-paulino. O clube acabou sendo derrotado em casa.
Conforme o AMT revelou no início de outubro, a diretoria Massis resolveu usar os R$ 22 milhões pagos pela Ticketmaster pelo camarote para pagar dívidas bancárias de curto prazo e assim evitar um aumento do passivo por conta de juros.










