O PLACAR DO IMPEACHMENT: Futuro de Casares dependeria apenas de 50 votos

Casares durante apresentação de Crespo como novo técnico, em julho (Ricardo Moreira/Getty Images)

Uma contagem informal do posicionamento dos conselheiros do São Paulo para a votação do impeachment do presidente Julio Casares, que acontece nesta sexta-feira (16), aponta que o número cabalístico para o futuro do mandatário são-paulino saber seu futuro é 50.

De acordo com apuração do parceiro ANOTAÇÕES TRICOLORES, 140 dos 254 conselheiros do clube do Morumbi aptos a votarem já se manifestaram favoráveis à destituição do mandatário.

Ou seja, na teoria, restam 50 votos favoráveis para que o órgão principal do São Paulo oficialize a saída de Casares.

E, para os esperançosos, a conta é até relativamente simples. Nove conselheiros tendem a rejeitar o impeachment. Outros nove não devem voltar por não estarem presentes. Um está impedido, Marco Aurélio Cunha, que tem de cumprir carência de 90 dias por ter retornado ao conselho apenas no mês passado.

O futuro do presidente passa pelos 96 conselheiros restantes que não tem o voto conhecido. Muitos deles são justamente ex-integrantes da coalisão de Casares, membros de grupos políticos que sustentavam a gestão, mas que ainda não se manifestaram publicamente sobre a decisão na sexta.

Importante ressaltar que, como a votação será secreta, evidentemente se trata apenas de um exercício de raciocínio. E muitos nomes antes fiéis a Casares e que nos últimos dias anunciaram o voto favorável ao impeachment, na hora H devem recuar.

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O PROCESSO

O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu, anunciou no dia 8 a alteração da data da reunião extraordinária do órgão que votará pela abertura ou não do processo de impeachment do presidente Julio Casares.

Antes agendado para o dia 14 (quarta-feira), agora o pleito será realizado no dia 16 (sexta-feira), com início marcado para as 18h30 (de Brasília), no Salão Nobre do Morumbi.

Especula-se que a mudança tenha a ver com o protesto organizado por torcedores comuns e organizados para o momento da votação e atenderia a demanda por um melhor esquema de segurança nas cercanias do clube. Mas o motivo oficial não foi revelado.

A alteração da data, contudo, é um dos itens menos importantes no edital de convocação publicado por Abreu. O mandatário do Conselho tomou duas atitudes que indiretamente acabam por privilegiar Casares.

Na primeira, ele rejeitou o pedido protocolado pela oposição para que a votação fosse realizada de maneira híbrida. Ou seja, presencialmente e também virtualmente, sob a alegação de ampliar a participação integrantes do órgão e reduzir riscos relacionados ao ambiente externo e ao clamor popular.

No edital divulgado nesta noite, Abreu alega que o formato presencial garante “a máxima irrefutabilidade do voto secreto, protegendo a autonomia do conselheiro votante.”

Além disso, justifica que diante da importância do assunto, a votação presencial “é essencial para a segurança jurídica e a inquestionável legitimidade da decisão final.”

Mas não foi a única medida tomada por Abreu, digamos, mais benevolente ao presidente. Mais cedo, ele deu parecer favorável a pedido feito pelo próprio Casares, de alteração do quórum necessário de votos para a abertura do impeachment.

Em despacho, o presidente do Conselho reconheceu a existência de uma controvérsia estatutária, já que diferentes itens do documento preveem percentuais distintos para a aprovação da destituição.

Mas, segundo ele, o entendimento é que, diante da gravidade das acusações que levaram à votação, prevalece a interpretação mais favorável ao acusado.

Com a mudança, o número mínimo de votos favoráveis ao impeachment sobe agora de 171 para 191, ou seja, 75% do Conselho.

O primeiro passo para a abertura do processo de destituição acontece após pedido formal de conselheiros de oposição à atual gestão tricolor, que juntaram as 57 assinaturas necessárias para dar entrada à retirada do mandatário, conforme o Estatuto do clube, no fim de dezembro.

Com essa aprovação, o presidente já seria afastado do cargo, assumindo o posto o vice são-paulino, Harry Massis Júnior.

Mesmo assim, entretanto, para o processo de retirada ser consumido, Casares ainda passará por uma apreciação em assembleia-geral com todos os sócios adimplentes do clube social. A maioria simples do voto selaria a saída do dirigente.

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