Desesperado com o impeachment chegando, Casares arruma treta até com aliados

Julio Casares posa para foto nos vestiários no Morumbi, em 2024 (Instagram)

A poucos dias da votação que pode afastar Júlio Casares da presidência do São Paulo, o ambiente político do clube está em ebulição. O mandatário se manifestou em um grupo de WhatsApp de conselheiros e protagonizou uma discussão com Dáurio Speranzini, depois de este enviar uma mensagem cobrando participação na reunião, sem defender explicitamente qualquer lado.

“Não vou sugerir como votar, mas apenas lembrá-los que temos o dever do voto ”, escreveu. “Afinal, estamos conselheiros exatamente para colocar nossas opiniões por meio do voto.”

A manifestação provocou reação direta de Casares, que questionou a legitimidade de julgamentos internos e alertou para o risco de decisões que poderiam gerar “injustiças institucionais”, recorrendo a um episódio do passado do clube: “O (ex-presidente José Eduardo Mesquita) Pimenta, o maior presidente campeão da nossa história, nomeado por mim patrono da gestão, foi expulso e reintegrado anos depois. E a sua reputação? Mancharam? Estamos dispostos a cometer mais injustiças? Quem cometer injustiças será cobrado pelo próprio travesseiro”.

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O cartola também reforçou a linha jurídica de defesa e citou um parecer interno.

“O Conselho Consultivo já decidiu que não há elementos jurídicos para um pedido de impeachment”, escreveu, encerrando a mensagem com referência a uma das vitórias do time na Copinha.

Speranzini respondeu em tom conciliador, buscando afastar a ideia de ataque pessoal e reiterando que seu posicionamento se restringia à obrigação estatutária do voto.

Procurado, Casares afirmou que o debate teve como objetivo evitar “novas injustiças históricas”.

O desgaste da base de sustentação de Casares é evidente. Quatro dos seis grupos que sustentavam o presidente formalizaram a saída da coalizão, incluindo o próprio grupo de Casares.

Permanecem ao lado do presidente apenas Força São Paulo e Movimenta São Paulo, que, juntos, somam menos de setenta conselheiros. Com 254 aptos a votar e a necessidade de 170 votos após decisão judicial, o grupo não teria mais votos suficientes para barrar o afastamento na reunião de sexta-feira (16).

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