A terça-feira (20) foi marcada no São Paulo pelas tratativas da ainda insistente base aliada do afastado Julio Casares de tentar evitar o impeachment na assembleia geral de sócios após ter a abertura do processo aprovada pelo Conselho Deliberativo na semana passada.
O assunto da vez é a marcação da própria assembleia dos sócios para a decisão do futuro político de Casares. Pelo estatuto do clube do Morumbi, o presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu, tem 30 dias corridos para agendar o pleito. Sócios com as mensalidades em dia podem votar e só é necessária a maioria simples dos votos (ou seja, 50,1%) para que o ex-presidente saiba o seu destino.
Caso renuncie, Casares mantém os direitos políticos. Segue como conselheiro e poderá concorrer à eleição de 2029, além de ocupar cargos na diretoria do Tricolor e assegurar sua cadeira no Conselho Consultivo, órgão de beneméritos e cardeais onde ex-presidentes se tornam integrantes automaticamente.
Pois bem, a informação que vem direto de grupos de mensagens pelo celular formados pelos aliados de Casares apontam que se discutiu nos últimos dias qual data seria mais oportuna para o agendamento da assembleia. Houve um consenso de que o melhor seria deixar para o fim do prazo. E aí se gerou duas situações incômodas para eles.
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No primeiro, lógico, caso Abreu marque a assembleia para o 30º dia após o impeachment, ou seja, no limite do permitido, coincidirá com o período do Carnaval. Coincidência ou proposital? Nas falas oposicionistas, a certeza de que caso essa data seja a escolhida, inevitavelmente o clube estará esvaziado. E por consequência a chance de Casares se safar é maior…
Pois bem, Abreu correu para minimizar a questão. Espalhou que não passa de mentira e que planeja agendar a assembleia para a segunda semana de fevereiro, mais precisamente entre os dias 7 e 9.
À boca pequena, alas casaristas desmentem a oposição de que adiar o máximo possível a assembleia seja para esvaziar a votação. Mas não escondem que as motivações são sim para ajudar o ex-presidente.
O AVANTE MEU TRICOLOR ouviu de pelo menos quatro fontes consultadas ao longo desta terça, todas próximas do ex-presidente, que a ‘demora’ para o agendamento da assembleia tem a ver com a estratégia de Casares de juntar mais provas para confirmar a sua famigerada inocência das denúncias de corrupção. Algo já prometido para o pleito no Conselho, mas que efetivamente acabou não se concretizando.
Seja como for, a pressão contra Casares e seus aliados continua por parte da torcida, dando indícios claros que, independente do plano, o futuro do ex-dirigente parece mesmo fadado à condenação moral dentro do clube. Resta saber se vai mesmo querer pagar para ver.










