O processo movido por Rita de Cássia Adriana Prado que ajudou a revelar o uso irregular de um camarote do Morumbi foi retirado da Justiça. A ação tramitava na 3.ª Vara Cível do Foro Regional IX, na Vila Prudente, e a desistência impede que haja julgamento do mérito pela juíza designada.
A mudança não interfere na investigação criminal em curso na Polícia Civil. Por meio da empresa The Guardian Entretenimento, Adriana processava Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda., sob acusação de esta lhe ter tomado um envelope com ingressos do camarote 3A para o show da cantora Shakira, em fevereiro do ano passado. Essas entradas renderiam R$ 132 mil.
Adriana atuava como intermediária em negociações com Mara Casares, então diretora do São Paulo, envolvendo espaços em eventos do clube e shows no Morumbi. A abertura da ação levou Mara e Douglas Schwartzmann, também diretor à época, a pressionarem Adriana para desistir do processo, com o objetivo de evitar que o caso, definido por eles como ‘clandestino’, se tornasse público.
“Seu advogado sabe que é tudo clandestino?”, questiona Schwartzmann em áudio divulgado. “Quer que eu explique para ele como você obteve esse negócio e explique que você não tinha direito de comercializar aquilo? Porque você sabe que não tinha. Eu, você e a Mara sabemos. Coisa errada? Errou, tem de comer com farinha. Não tem jeito, querida.”
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O portal ‘UOL‘ ouviu dos representantes de Adriana que a decisão não foi tomada devido à pressão de Mara e Schwartzmann. A sequência dos fatos resultou na abertura de inquérito policial e no licenciamento de Mara e Schwartzmann. O novo presidente, Harry Massis Júnior, garante que eles não voltarão aos cargos.
O episódio também embasou o pedido de impeachment do ex-presidente Júlio Casares, que o levou à renúncia. Adriana e seu marido teriam tentado vender o áudio a um ex-conselheiro opositor, que confirmou ter pago R$ 200 mil, em cheques não descontados, e nega ter recebido ou vazado o material.
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços dos envolvidos, recolhendo R$ 28 mil em espécie e documentos que detalham o esquema.
Segundo o jornal ‘O Estado de S. Paulo‘, as investigações indicam que a parceria entre Adriana e Mara não se restringia ao show de Shakira, com registros de negócios desde 2023 e relatos que remontam a 2022.










