A ligação de Julio Casares com o São Paulo enfim pode terminar de vez. A Comissão de Ética do clube recebeu nesta segunda-feira (13) um pedido do Conselho Deliberativo para investigação e expulsão do ex-presidente do Tricolor.
Casares deixou o cargo no São Paulo depois de sofrer impeachment e renunciar à presidência após gigante pressão por escândalos e polêmicas no início deste ano.
O documento agora será analisado pelo mesmo grupo que pediu as expulsões de Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quadro associativo e do corpo de conselheiros do Tricolor.
O pedido foi protocolado no Conselho Deliberativo na última sexta-feira (10), e seu presidente Olten Ayres encaminhou a solicitação de investigação e expulsão à Comissão de Ética nesta segunda-feira (13).
Dentre as acusações apontadas contra Julio Casares está a gestão temerária do ex-mandatário, citando os saques de quase R$ 7 milhões realizados pela presidência nos últimos anos, ainda não justificados pelo acusado. No balanço financeiro de 2025, eles foram declarados como “despesas promocionais”. O artigo 34 do Estatuto Social do São Paulo prevê expulsão em casos como este.
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Luiz Augusto Lia Braga, Antônio Maria Patiño Zorz, José Edgard Galvão Machado, Marcelo Felipe Nelli Soares e Milton Jose Neves Junior compõem a Comissão de Ética tricolor, os mesmos heróis que expulsaram a dupla Mara e Schwartzmann. Agora eles irão compor um relatório com o que for investigado e passa o caso novamente ao Conselho Deliberativo, que decide se aprova ou não o pedido.
O documento foi assinado pelos conselheiros Carlos Sadi, Édson Lapolla, Joandre Ferraz, Marcelo Pepe, Paulo Ramos, Ricardo Natel e Roberto Kirschner, e tem como base o desenquadramento financeiro nas contas do futebol em 2025, quando o setor ultrapassou em cerca de R$ 91,2 milhões o limite orçamentário aprovado.
DUPLA EXPULSA
Em decisão histórica tomada na última quinta-feira (9), o Conselho Deliberativo oficializou a expulsão de Douglas Schwartzmann e Mara Casares do quadro associativo e do corpo de conselheiros. Os dois foram os principais protagonistas do Escândalo do Camarote, flagrados em conversas telefônicas negociando clandestinamente um espaço no Morumbi para o show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro do ano passado.
O placar da votação foi expressivo, registrando 221 votos favoráveis à eliminação contra apenas 14 manifestações contrárias.
O caso, que veio a público em dezembro passado, motivou uma investigação rigorosa conduzida pela Comissão de Ética do clube. O relatório final do órgão apontou que os ex-diretores infringiram gravemente as normas estatutárias da agremiação, recomendando a pena máxima de exclusão.










