SHOW DE ABOBRINHA! Candidato a vice de Marcelinho dá show de preconceito: “Casou com a mulher do Paraisópolis”

Carlos Sadi ao lado da filha Andréia Sadi (Instagram)

Cotado internamente por grupos da oposição para disputar o cargo de vice-presidente do São Paulo Futebol Clube, o conselheiro Carlos Sadi tornou-se centro de uma crise política no clube. Durante entrevista transmitida ao vivo pelo canal ‘São Paulo Digital‘, em 26 de agosto, o dirigente deu declarações de teor elitista e preconceituoso, provocando reações negativas nos bastidores do Morumbi e colocando sua eventual candidatura em risco.

Declarações sobre perfil social e conselheiros

Durante a transmissão, Sadi criticou a mudança na estrutura e no perfil dos integrantes da política são-paulina, associando o clube a uma visão elitizada da instituição.

AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> PRIMEIRÃO! São Paulo empata com anfitriões e se classifica como líder às quartas de final do Mundial Sub-17
>> Gustavo Santana encabeça lista de novos inscritos do São Paulo para duelo com o Boca Juniors pela Sul-Americana
>> Árbitro ‘pé-quente’ e de antigas polêmicas é escalado para apitar São Paulo x Atlético-MG pelo Brasileirão
>> Após 16 anos de idas e vindas, volante Luan se acerta com o São Paulo para deixar o clube
>> CASOU E MUDOU! Afastado no São Paulo, Maik será emprestado para time da Eslováquia do filho de Miranda

“O São Paulo perdeu o glamour. ‘Ah, mas você é saudosista?’, não. Eu não sou saudosista. Se eu não tivesse glamour, eu ia torcer pro Corinthians e morar em Itaquera, me desculpa. Eu sou mesmo elitista, você me desculpa. Não tô ofendendo, mas eu fui criado no São Paulo FC do Paulo Planet Buarque, do Francisco de Assis Malta. Agora, você botou o baixo clero pra trabalhar aqui dentro, velho. Desculpa, você casou com a mulher do Paraisópolis e a família inteira está morando com você, deu pra entender?”

Em outro trecho da entrevista, ao comentar a tramitação da reforma estatutária da qual era favorável, o dirigente fez analogias pejorativas ao se referir ao comportamento e à idade de colegas do Conselho Deliberativo:

“Nós temos 23 [no grupo político], mas tem uns Matusaléns que não sei se votam ou não. Eu falo com os caras e eles não respondem, eu não sei se eles votaram, se não votaram, é que nem aqueles caiçaras que trabalham pra mim no Guarujá, eu não sei se eles foram em casa ou não trabalhar porque eles não dão satisfação.”

Repercussão política e retratação

As falas repercutiram mal entre conselheiros e lideranças políticas. Procurados, coordenadores dos blocos que compõem a oposição manifestaram incômodo com o episódio, avaliando que o desgaste prejudica a articulação para a formação da chapa eleitoral.

Procurado para comentar o caso, Carlos Sadi alegou ter sido mal interpretado e classificou o episódio como superado:

O dirigente afirmou que sua intenção era criticar a perda de dimensão histórica do clube pela atual gestão. “Foi um equívoco. Fui mal interpretado, o mundo mudou. Quis dizer que o pessoal que se apoderou do clube não teve a dimensão da história e do tamanho do clube, mas não soube me expressar. Caso superado”, declarou.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *