A conquista do São Paulo do título do Campeonato Brasileiro Feminino no último sábado (3), sobre o Corinthians, foi acompanhada por marcas históricas de audiência em todo o país.
A temporada 2026 da competição atingiu o número de 52 milhões de telespectadores na Globo, detentora dos direitos de transmissão na TV aberta, registrando o melhor desempenho do torneio nos últimos três anos e índices recordes nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
A decisão do campeonato em que o Tricolor empatou por 1 a 1 para erguer a taça, reuniu 23 milhões de espectadores em todo o território nacional. Durante a finalíssima, a média de audiência do país alcançou 12,3 pontos, com destaques para as praças do Rio de Janeiro e de São Paulo, que atingiram 14,4 e 13,6 pontos, respectivamente — os maiores índices já registrados na história do futebol feminino nessas metrópoles.
Ao longo do torneio, a média geral de audiência nacional fixou-se em 10 pontos, superando em 34% a soma das três principais emissoras concorrentes. A expansão de público ocorreu de forma generalizada entre as capitais: Salvador cravou a maior audiência de sua história com a modalidade (12,1 pontos), acompanhada por índices elevados no Rio de Janeiro (11,4), São Paulo (10,1), Recife (10,0), Curitiba (9,5) e Porto Alegre (8,7).
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O perfil dos espectadores também indicou aumento de interesse em nichos estratégicos, como mulheres, jovens de 12 a 24 anos e integrantes das classes AB.
A repercussão do torneio estendeu-se com força ao ambiente virtual. Conteúdos relacionados ao Brasileirão Feminino superaram a marca de 23 milhões de visualizações nos perfis oficiais da emissora transmissora, volume oito vezes superior ao computado na temporada de 2025. Durante o jogo decisivo, a hashtag #BrasileirãoFeminino permaneceu por duas horas entre os assuntos mais comentados nos Trending Topics do Brasil.
Recorde de público e grana
O Tricolor registou ainda o maior público da história da América do Sul, quando 49.405 são-paulinos lotaram o Morumbi para celebrarem a conquista nacional das Soberanas diante de suas maiores rivais.
Com a conquista na final, o clube alcançou um faturamento total de R$ 2,8 milhões em premiações na competição nacional. Somente o título rendeu aos cofres são-paulinos a bagatela de R$ 2 milhões.
Os outros 800 mil foram em cotas financeiras repassadas pela CBF. O montante é composto pelos R$ 720 mil fixos concedidos pela participação na primeira fase e por mais R$ 80 mil referentes ao bônus de R$ 20 mil por partida exibida em rede aberta — caso dos dois jogos das quartas de final contra o Grêmio e dos dois duelos das semifinais diante do Flamengo.










