Bizarro, contrato de Artur com o São Paulo pode custar mais de R$ 2 milhões no final do ano

Artur posa com a camisa do Tricolor em seu anúncio oficial (Rubens Chiri/SPFC)

O São Paulo fechou com o Botafogo a contratação de Artur por empréstimo até o fim da temporada em um modelo que combina divisão de custos e compensações condicionadas ao desempenho esportivo.

O acordo prevê que o clube paulista assuma 60% dos salários, enquanto os cariocas ficam responsáveis pelos 40% restantes. Segundo o jornalista Jorge Nicola, a remuneração total seria na casa de R$ 1 milhão mensais.

A estrutura do contrato, porém, vai além da simples divisão. Há um mecanismo que pode ser classificado como uma espécie de ‘cashback’ atrelado a metas de utilização do jogador, que pode alterar significativamente o custo final para o Tricolor.

O pagamento dessa compensação só será feito ao término do vínculo, em dezembro, e depende do cumprimento de dois níveis distintos de metas, ambos relacionados ao número de partidas disputadas pelo atleta.

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Se o atacante atingir o primeiro patamar, o clube do Morumbi terá de reembolsar metade do valor desembolsado pelo time carioca com salários durante o período. Caso a segunda meta seja alcançada, o ressarcimento passa a ser integral, transferindo ao São Paulo, na prática, todo o custo do contrato.

Os números exatos dessas metas não foram divulgados, mas, também de acordo com Nicola, uma delas seria a participação em 60% dos jogos restantes da equipe, com ao menos 45 minutos em campo.

Esse formato cria um cenário em que o custo inicial é parcialmente previsível, mas o valor total depende diretamente da utilização do atleta.

Em outras palavras, quanto mais Artur jogar — o que, em teoria, indicaria um bom desempenho ou necessidade técnica da equipe —, maior será o desembolso futuro do São Paulo, que poderia chegar a cerca de R$ 2,7 milhões.

O fato de jogar mais da metade das partidas em pelo menos 60% das vezes que o time entrar em campo também sugeriria titularidade.

Além disso, o contrato incluiria uma cláusula estratégica para a janela de transferências do meio do ano. Em caso de proposta do exterior, os paulistas terão a opção de adquirir 60% dos direitos econômicos do jogador por até 6 milhões de euros (R$ 36,2 milhões), com pagamento a partir de janeiro do ano que vem. Esse valor seria devido em caso de opção de compra apenas se for recebida uma proposta igual ou superior de um clube estrangeiro; caso ela seja menor, bastará igualar a quantia ofertada.

* Com Alexandre Giesbrecht, do ANOTAÇÕES TRICOLORES (conheça mais do trabalho do parceiro clicando aqui)

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