O clássico desta noite entre São Paulo e Corinthians será disputado na Vila Belmiro, representando a sexta vez nos últimos três anos que o Tricolor utilizará o local como mandante. A primeira foi em novembro de 2023, seguida por outras quatro partidas nos dois últimos meses de 2025 — antes, o clube não mandava um jogo ali desde 1936, curiosamente também um duelo ante um rival, justamente contra o Santos, dono do pedaço (na ocasião, ainda sem estádio e sem chance de conquistar o título paulista, o Tricolor aceitou inverter o mando).
Em todas as ocasiões recentes, a mudança de endereço foi provocada pela indisponibilidade do Morumbi devido a shows. Desta vez, o estádio recebeu três apresentações da banda sul-coreana BTS, entre 28 e 31 de outubro. Os eventos deverão render aproximadamente R$ 16 milhões aos cofres são-paulinos. A expectativa é que o gramado do Morumbi seja substituído nos próximos dias, com conclusão do serviço antes do confronto com o Fluminense, marcado para o próximo dia 19 (quinta-feira).
Enquanto isso, a casa santista também enfrenta problemas com as condições de seu campo. Seu gramado já havia sido alvo de reclamações de atletas alvinegros em setembro, inclusive de Neymar. As chuvas fortes que atingiram a cidade na semana passada agravaram a situação, e os dois últimos jogos realizados no local provocaram manifestações negativas dos treinadores envolvidos.
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Rogério Ceni, técnico do Bahia, afirmou que as condições do campo prejudicaram diretamente a partida contra o Santos. “Lamentamos a situação do gramado, infelizmente 70% do jogo foi chutão. Era para ser um grande jogo, mas se tornou um jogo de várzea, com o campo encharcado, com barro, inviável para a prática do futebol”, disse.
Abel Ferreira, do Palmeiras, também disparou. “É lamentável deixar duas equipes jogar em um gramado nestas condições”, completou.
Além da mudança de estádio, o Majestoso desta quarta-feira pode registrar um público particularmente baixo para o histórico do confronto. Caso não ultrapasse os 13.085 torcedores que acompanharam a vitória são-paulina por 3 a 0 em outubro de 2003, será o clássico de menor presença de público neste século, desconsideradas as partidas realizadas sem espectadores durante a pandemia de covid-19.
A média de público dos confrontos entre as equipes no período é de 37.655 pessoas, número que sobe para 38.931 quando considerados apenas os mandos do Tricolor.
Treze outros Majestosos já foram disputados fora da cidade de São Paulo ao longo da história e os são-paulinos levam vantagem nesses confrontos: seis vitórias, quatro empates e três derrotas, com 19 gols marcados e 18 sofridos.
O duelo desta noite, que ganhou contornos decisivos para a torcida pela expectativa de aumentar a crise do rival, deixando-o à beira do rebaixamento para a Série B, pode significar a melhora no ano do pífio aproveitamento em clássicos. Os são-paulinos somam seis derrotas, dois empates e uma vitória, que conferem medíocres 18,5% de aproveitamento.











