Um dia após sua filha dar o indicativo público dos seus planos de concorrer à reeleição no final do ano, o presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, afastou de sua gestão Flávio Marques, conselheiro que é um dos líderes da oposição ao antecessor Julio Casares e possui grande confiança junto à torcida.
O anúncio foi feito pelo próprio Marques, através de suas redes sociais. Em um texto de agradecimento (veja abaixo), ele preferiu não tornar público as razões alegadas pelo mandatário para a decisão.
Marques exercia a função de assessor especial da presidência para orçamento e controle financeiro, para o qual foi empossado no início de fevereiro.
No curto período trabalhando junto à gestão, o conselheiro foi um dos principais pilares de construção do Movimento de Transformação Institucional, que estabeleceu novas diretrizes para a governança do clube.
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O ponto central desta nova fase é a implementação da chamada ‘Regra de Ouro’: o compromisso de que as despesas operacionais não podem, sob nenhuma circunstância, superar as receitas recorrentes.
Fontes da alta cúpula ligadas a Massis falaram ao AVANTE MEU TRICOLOR que a saída de Marques foi causada por “incompatibilidade de ideias”. O oposicionista votou contra algumas agendas do presidente, como as aprovações do balanço financeiro de 2025 e a renovação do contrato com a New Balance.
Mas a coisa vai além. A reportagem apurou que Massis estaria receoso de abastecer a oposição com dados sigilosos, como os gastos com o cartão corporativo, algo que custou a cabeça de Casares.
No final das contas, a decisão é estritamente política. Para se lançar candidato à reeleição, Massis precisa costurar um acordo com nomes ligados a Casares, em especial o de Adílson Alves Martins, hoje um nome forte para concorrer ao pleito e que não admitira o convívio com oposicionistas.
A própria saída de Marques joga mais luz à corrida presidencial, já que seu nome ganha força para concorrer contra a corrente governista.
Com a saída de Marques, a gestão Massis volta a ter apenas aliados atuais e antigos de casaristas. Outros nomes da oposição, como Caio Forjaz, já haviam deixado de colaborar com o presidente.
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