Levantamento feito pelo ‘SBT News‘, com base em certidões e extratos oficiais da Procuradoria-Geral do Município de São Paulo e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), revela que o presidente do São Paulo, Harry Massis, e suas empresas somam R$ 28,4 milhões em dívidas com a União e a Prefeitura da capital paulista.
Empresário do setor de estacionamentos com forte atuação na região central e nos Jardins, Massis assumiu a presidência remunerada do clube em janeiro de 2026, após a renúncia de Julio Casares decorrente da aprovação do requerimento de impeachment do ex-mandatário no Conselho Deliberativo.
AS ÚLTIMAS DO TRICOLOR:
>> Bobadilla se recupera, volta aos treinos e vira reforço para Dorival em duelo contra o Grêmio
>> Recuperação acelerada faz estafe de Lucas acreditar em volta aos campos antes do esperado
>> BURACO SEM FIM: São Paulo arrecada menos que o previsto e acumula déficit de R$ 65,5 milhões até maio
>> São Paulo espera fim de oferta de atacantes por empresários após renovar com Calleri
>> TODOS COM JONY! Torcida do São Paulo aprova em grande maioria a renovação do clube com atacante Calleri
Mapeamento dos Débitos por Esfera Governamental
A apuração detalha a trajetória fiscal do grupo empresarial, apontando alterações de denominação social, substituição de sócios e abertura de novos CNPJs em endereços coincidentes ao longo do acúmulo de pendências. Dos sete CNPJs em que Massis figura como sócio, seis possuem registros em dívida ativa — a exceção é um estabelecimento do ramo alimentício.
O montante de R$ 28,4 milhões está estruturado da seguinte forma:
Dívida Federal (PGFN): R$ 17,2 milhões acumulados entre as empresas do grupo.
Dívida Municipal (PGM-SP): R$ 10,3 milhões em impostos das pessoas jurídicas (ISS, Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos e multas por descumprimento de obrigações acessórias).
IPTU (Pessoa Física): R$ 817,4 mil referentes a dois imóveis sob titularidade de Massis.
Principais Empresas Devedoras
A Massis Garagens (fundada em 2018 como R.M.O. Estacionamentos) desponta como a maior devedora do conglomerado, concentrando R$ 10,2 milhões em dívidas municipais e R$ 9,3 milhões em débitos federais. Já a Harry’s Estacionamentos registra um passivo de R$ 1,3 milhão.
Três das cinco garagens do grupo — Sissam Estacionamentos, H. Massis Junior Estacionamentos e Harry’s Estacionamentos — encontram-se com o cadastro declarado inapto perante a Receita Federal, respondendo juntas por R$ 14,17 milhões do montante global.
Redirecionamento de Dívidas para a Pessoa Física
Dos valores inscritos na Dívida Ativa da União, R$ 4,31 milhões foram redirecionados diretamente ao CPF de Harry Massis Junior por meio de 32 inscrições. A maior parcela deste montante — R$ 2,36 milhões — é referente a obrigações do Simples Nacional vinculadas às empresas, enquanto R$ 1,11 milhão é relativo a contribuições previdenciárias não recolhidas. As autuações mais recentes datam de 2025.
Do total de R$ 10,3 milhões devidos à Prefeitura de São Paulo, R$ 9,03 milhões já são objeto de processos de execução fiscal na Justiça.
Posicionamento da Defesa
Em nota enviada à reportagem, o advogado Ricardo Raduan, representante jurídico e especialista tributário do grupo de Massis, afirmou que a grande maioria dos débitos listados encontra-se devidamente parcelada e com pagamentos em dia.
De acordo com a defesa, os passivos originaram-se principalmente das retração econômica durante o período da pandemia de Covid-19 e passam por revisões administrativas decorrentes da complexidade do sistema tributário nacional, reafirmando o compromisso das empresas com as normas de governança e conformidade.










