O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, decidiu não conduzir a reunião que analisará o parecer da comissão de ética sobre sua própria atuação no clube. O encontro, que poderá resultar em sua expulsão do quadro associativo, será presidido de forma excepcional pelo vice-presidente do órgão, João Farias Júnior, responsável também por convocar os conselheiros para a nova data, ainda a ser definida.
O movimento acontece no momento em que o Conselho Deliberativo se prepara para deliberar sobre o relatório da comissão de ética que recomendou o afastamento do cartola após a abertura de um processo administrativo disciplinar. O pedido de expulsão foi apresentado pelo presidente do clube, Harry Massis Júnior, e seguiu o trâmite interno até chegar à análise do órgão responsável.
A decisão foi comunicada por meio de nota oficial, em que Olten afirma que optou pelo afastamento pontual para evitar questionamentos sobre o rito e garantir a legitimidade do processo. “A decisão foi tomada em respeito ao São Paulo Futebol Clube, à harmonia institucional, à soberania do Conselho Deliberativo e à necessidade de que todos os atos relacionados ao tema sejam conduzidos com absoluta tranquilidade, equilíbrio e legitimidade”, declarou.
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O dirigente também tratou de separar o gesto de uma interpretação de culpa ou recuo em relação às acusações. “Olten ressalta que a medida não representa reconhecimento de qualquer irregularidade, tampouco renúncia ao seu direito de defesa, à verdade dos fatos ou à convicção quanto à regularidade de seus atos. Trata-se exclusivamente de uma decisão institucional, adotada para preservar a imparcialidade da condução dos trabalhos e evitar qualquer questionamento sobre o rito.”
O episódio se insere num cenário mais amplo de disputas políticas, ligado principalmente às divergências em torno da reforma do estatuto do clube. Entre os temas em discussão, estão mudanças estruturais importantes, como a possibilidade de criação de uma SAF e a separação entre o futebol e a área social, seguindo uma proposta feita pelo ex-presidente Júlio Casares quando já estava em meio ao processo que levaria ao seu impeachment. Durante esse processo, Olten instituiu uma comissão específica para tratar de uma reformulação mais abrangente do estatuto, com prazo para apresentação de propostas.










